sábado, 29 de setembro de 2007

60% dos internautas gostam de vinho

Lucas Brando





Uma pesquisa da empresa QualiBest foi feita com internautas ficou constatado que os internautas colocaram o vinho com o menor índice de rejeição sendo 1% contra 3% de rejeição a cerveja. Do total de 1.430 entrevistados, 60% já bebeu vinho, espumante ou proseco alguma vez na sua vida. Mas atualmente, dentre esses internautas não dispensam aquela cerveja bem gelada. Segundo esta pesquisa, 82% dos internautas ,quegostam de cerveja, beberam pelo menos uma vez no último mês.A cerveja não perde para o vinho. Cristina Bertoldo de 38 anos, que é formada em Geografia na Faculdade de Santo André, fa parte da equipe de analistas da QualiBest. Ela afirma que o resultado dessa pesquisa é normal:
- Não Me impressiono. Acho normal, porque nós vivemos num país tropical que tem uma cultura. – diz a analista .
Segundo Cristina, a idéia de realizar esta pesquisa foi solicitado por uma empresa ou indústria.Ela diz que é uma pesquisa de mercado diz que não dá a informção sobre o nome da empresa que solicitou a pesquisa:
- Na verdade, mediante esta pesquisa é feito quando uma empresa solicita para o Instituito. Normalmente todos os institutos não devem informar o nome da empresa que pediu a pesqisa
O QualiBest – Qualidade em Opinião- é um Instituto de Pesquisa de Mercado que além de realizar as técnicas de pesquisas tradicionais se especializou em utilizar a Internet como meio de comunicação e coleta de informações criado em Abril de 2000. Essa empresa desenvolve novas metodologias e e sempre vem se aprimorando nas suas ferramentas de coletas de dados para o meio ser mais ágil e de baixo valor para obter informações. Hoje, a QualiBest tem uma abrangência nacional e adicuqiriu know-how e expertise nesta área.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Para ficar ligado

Mariana Tavares

Acabou a faculdade. E agora? Lançar-se no mercado de trabalho e fazer carreira? Pode ser, mas é importante saber que nunca se deve parar de estudar.

Para os que querem aprimorar seus conhecimentos e preencher o currículo, aqui vai uma bela dica: Todos os anos há organizações e faculdades oferecendo bolsas de estudo no exterior para jornalistas.

Há vários tipos de bolsas, entre elas, as parciais, as integrais, para graduação, mestrado e doutorado. O responsável pelo programa de bolsas de estudo da Universidade de Harvard que concede anualmente bolsas para jornalistas não-americanos, John Breen, afirmou que o processo é bem árduo e a concorrência é acirrada.


“Nós recebemos por ano cerca de 140 inscrições para em média 10 vagas. Há um comitê de cinco pessoas para decidir quem será contemplado.” O jornalista que for aprovado passa um ano estudando nos Estados Unidos com as despesas pagas.

A estudante Ana Marques, recém-formada pela PUC tentará concorrer a uma bolsa de especialização no exterior. “São muitas as opções e eu ainda estou decidindo, mas gostaria de ir à Inglaterra. Quem tem diploma do exterior tem maiores chances de uma boa colocação no mercado.”

Quem quer concorrer a uma bolsa deve ficar atento às datas de inscrição e arrumar toda a documentação com antecedência. Os processos são bem rigorosos e qualquer deslize é o suficiente para perder a vaga. Aqui vão informações sobre algumas bolsas de estudo. Ainda dá tempo de se inscrever:

Fellowships in International Human Rights
Instituição mantenedora da Bolsa: Human Rights WatchÁrea de estudo: Direito, Jornalismo, Relações Internacionais, estudos de áreas, ou outras disciplinas relevantes.
Nível de estudo: estágio
Idioma: inglês
Período provável de inscrição: início de novembro de cada ano
Requisitos e outras informações:
http://www.hrw.org/about/info/fellows.htm

Bolsa de estudo em Harvard

As inscrições para a bolsa de estudo em Havard podem ser feitas até 15 de dezembro. A possibilidade dessa fantástica experiência está sendo dada pela Fundação Nieman através de seu programa de bolsas internacionais para jornalistas não-americanos. Os aceitos passarão um ano estudando nos Estados Unidos.
Inscrições: http://www.nieman.harvard.edu/about/how/international.html

Curso em Nova York

A Fundação Reuters oferece um curso sobre a cobertura de assuntos relacionados ao HIV, entre os dias 26 e 30 de novembro em Nova York. Os participantes devem ser jornalistas de países em desenvolvimento da África, Ásia, Caribe, Europa Oriental ou América do Sul, com no mínimo cinco anos de experiência. A Fundação Reuters cobre as despesas com viagem e alojamento. Detalhes no site http://www.reuterslink.org/courses/hivaids_nyc_nov07.htm. O prazo para inscrições vai até o dia 1° de outubro. (Dica publicada no Site da ABI)

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A procura de novos talentos


Roberta Francalacci
Já estão abertas as inscrições para um dos mais prestigiados programas de treinamento editorial para recém-formados: o Curso Abril. Todo o ano, desde 1968, a Editora Abril busca novos talentos a partir do curso gratuito, que acontece em São Paulo, onde os alunos assistem palestras, participam de workshops e produzem materiais jornalísticos para os veículos da editora. Dessa vez, as aulas acontecem entre o dia 21 de janeiro e 20 de fevereiro de 2008.

Todos o recém-formados em jornalismo, design, fotografia e cinema podem se inscrever até o dia 27 de setembro, pelo site do curso. O processo seletivo acontece em duas fases. Na primeira é feita uma análise dos textos e trabalhos enviados pelos candidatos, e a segunda etapa consiste em uma entrevista pessoal com profissionais da editora.

Os alunos classificados vão para São Paulo e durante quatro semanas produzem trabalhos para vários dos veículos da Editora Abril. Além disso, eles têm a oportunidade de participar da produção da Revista Plug, que é distribuída aos profissionais da editora, aos principais órgãos da imprensa e às universidades.

Com algumas adaptações, depois de 24 anos, o curso já formou cerca de 1500 profissionais. Grande parte dos alunos é contratada pela empresa. Os que não são, ficam numa espécie de fila de espera, e muitas vezes são chamados para realizar trabalhos temporários, sem vínculos empregatícios.

O fotografo André Valentim, foi um dos alunos que consegui iniciar sua carreira na Editora Abril. Trabalhou na Exame, Veja Rio e Caras. Atualmente não está fixo em nenhum veiculo da empresa, mas continua fazendo trabalhos para a editora. “Entrar nesse curso foi uma das melhores escolhas que fiz. Hoje trabalho apenas com fotografia e 70% dos trabalhos que realizo são para os veículos da Abril”, conta André.

Senac Rio lança curso sobre Planejamento e Produção para TV digital

Domingos da Cunha

O curso será voltado para a produção de conteúdo e interatividade. Durante a programação, os participantes vão aprender a pensar, planejar, produzir e conhecer o middleware Ginga, o editor Composer e a linguagem NCL, ferramentas que serão utilizadas para construir e desenvolver a tão esperada interatividade. Para apresentar todas as possibilidades e tecnologias da TV digital no Brasil, o Senac Rio trouxe os docentes Lisandra Maioli, jornalista graduada pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Jornalismo Cultural e Multimídia pela PUC-SP; e Michael Sweecker, diretor de criação da agência MDDM Digital, com experiência de nove anos em Comunicação Digital.

“Diferente das mídias tradicionais e lineares, trabalhar com um conteúdo interativo exige planejamento e arquitetura de informação. Quando falo de produção de conteúdo não falo só em programas jornalísticos, de entretenimento e de auditório; falo também dos comerciais, que terão de ser repensados. Os jornalistas, por exemplo, terão que reconsiderar as formas de transmitir uma notícia, uma vez que eles contarão com outros recursos, além do audiovisual”, diz a especialista Lisandra Maioli.


O admirável mundo novo da TV digital oferece muitas possibilidades, como a chance de fazer compras imediatas anunciadas em comerciais, escolher ou rever programas, enviar e-mails e fotos, fazer pesquisas etc. As emissoras de TV podem crescer. No sistema digital, será possível aumentar pelo menos quatro vezes o número de canais em relação aos que existem hoje no sistema analógico.


ServiçoPlanejamento e Produção de Conteúdo Interativo para TV DigitalPeríodo: de 01/10 a 21/11, às segundas, quartas e sextasHorário: das 19h às 2h.Local: Centro de Cultura e Comunicação do Senac RioRua Pompeu Loureiro, 45 - CopacabanaInformações: Tel: (21) 2545-4848 ou através do Disque Senac (21 4002-2002).

Aprendendo desde pequeno

Paulo Sampaio

Na Rocinha tem um lugar aonde o som do tiroteio não chega. Uma sala de aula onde o “clic” do mouse salva meninos e meninas da vida no tráfico. É a “Estação do Futuro”, projeto da ONG Viva Rio em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, incentivando as crianças da favela a mudar sua realidade.

Desde os três anos de idade, os pequenos entram em contato com o mundo da internet e deixam a imaginação viajar no aprendizado. Uma iniciativa pioneira comemorada pelos moradores da Rocinha. “Estamos estudando uma maneira de no futuro financiar a compra de computadores de baixo custo para os moradores”, conta o coordenador do Viva Rio, Rubens César Fernandes.

A inclusão digital já é uma realidade na Rocinha, e não é só para as crianças. Basta andar pela rua principal e conferir o alto número de “Lan Houses” que funcionam na comunidade. Os jovens estão cada vez mais interados com o mundo virtual. “O morador quer conhecer a internet, quer participar dela. Já são mais de 40 lojas por aqui” explica o líder comunitário Paulo César Martins Vieira.

A vontade de estar na rede mundial é seguida ao pé da letra. A Rocinha, maior favela da América Latina, tem seu próprio site (
www.rocinha.com.br). Os moradores são correspondentes em uma revista virtual que apresenta a favela para o mundo em várias línguas. Para Vieira, a internet vai ajudar a acabar com o preconceito do carioca em relação à favela. “Os outros morros deveriam seguir o exemplo que está sendo praticado aqui na Rocinha” diz Vieira.

Reaprendendo na terceira idade

Anne Caroline Germano

Enfrentar o computador pela primeira vez não é tarefa só para a criançada. Na terceira idade, quem quer participar desse novo mundo virtual tem que encarar esse desafio. Como fazem os alunos do projeto "Vida Ativa", da UniverCidade. Aqui jovens sessentões desvendam os segredos da internet.

O projeto existe há 10 anos. As aulas de informática acontecem nas unidades da faculdade no Méier e em Ipanema. Os alunos aprendem as técnicas de edição de texto em diversos softwares, organização de arquivos e a navegação na internet. Além da inclusão digital, o projeto proporciona aos idosos várias atividades voltadas para a arte e cultura. O funcionário Vitor Costa conta que "o projeto é importante porque a maioria dos alunos já se aposentaram. Eles tinham uma rotina de vida mas depois que se aposentaram, não tinham mais tarefas para fazer e isso os desestimulavam. Participando de atividade são evitados possíveis problemas como a depressão. Além disso, eles fazem amizades."

As aulas para iniciantes em informática acontecem toda segunda e quinta-feira, das 16 às 18 horas. Para quem já sabe um pouco mais as aulas são na terça-feira, no mesmo horário. Mais informações no site da UniverCidade (www.univercidade.edu) ou pelo telefone (21) 3113-1709. Vale sempre lembrar que nunca é tarde para aprender, basta querer.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

SÓ 5 MINUTOS DE FAMA


Gustavo Cordeiro

A pequena JS, de cinco anos apenas, já sabe o que vai ser quando crescer: famosa. Ela faz coro a muitas crianças de sua idade, mas será isso um problema?

Recentemente a revista Imprensa (voltada a profissionais da comunicação) estampou em sua capa “FAMA - A incrível fábrica de factóides” e os repórteres Pedro Venceslau, Gabriel Kwak e Karina Padial se empenharam em desmascarar o namoro entre Karina Bacchi, 30, e José Valien, 59 (quem? Ah, o baixinho da Kaiser...), desmistificar a Ilha e O Castelo de Caras, além de açoitar outras “celebridades”.

Segundo a matéria, temas pertinentes como aquecimento global e violência perdem espaço para assuntos que nem mesmo são notícias, partindo do pressuposto que só é notícia fatos que interferem no cotidiano das pessoas. No caso de JS, muda completamente a rotina familiar, já que sua mãe tem que convencê-la a comer, afirmando que “ela não vai ficar gorda se comer direitinho”.

Mas a indústria da fama é a sétima praga, como pinta a revista? Arnaldo Branco, jornalista e desenhista comenta: “Estranho um pouco toda essa bronca com a cultura das celebridades - acho que isso só te afeta se você se importa. É natural que a vida de quem se destaca da multidão atraia interesse; a diferença hoje é de material humano - quando os Vips eram Frank Sinatra ou Marilyn Monroe não havia tanta reclamação. Mas nossa fome de entretenimento sempre foi enorme – vale lembrar que Andy Warhol já previa a democratização da fama muito antes dessa tendência”.

Antonio Guerreiro, que já fotografou diversas celebridades, instantâneas ou não, concorda com Branco, dizendo: “fotografei só no estúdio e com hora marcada. Todas e todos foram muito afáveis, profissionais e de relacionamento muito fácil, pelo menos comigo. Na realidade, eles se tornaram amigos e até casei com algumas delas. Sempre fez parte dessa curiosidade que as pessoas têm pelos famosos, em qualquer lugar do mundo e em qualquer tempo, desde os anos 20, 30 etc...”.

Dizer que notícia é só o que altera o cotidiano consiste em exagero, estando os dois pontos-de-vista parcialmente corretos, mas enquanto perdura esse debate, D. Odite segue com sua não notícia, convencendo JS a comer.