segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Rádio Pátio – A chance de o aluno viver o cotidiano de uma rádio de verdade


Carolina Lima

Imagine só. Quem é estudante de Jornalismo da UniverCidade, além de tomar um café e parar no Marcão durante o intervalo das aulas, tem a chance de escutar um programa de rádio produzido por você mesmo! Ou melhor ainda, com a sua própria voz.
Desde o começo do ano, quem passou pelo pátio do prédio central da UniverCidade de Ipanema, teve a oportunidade de ouvir uma rádio com a programação produzida, gravada e editada pelos alunos da própria faculdade.


A Rádio Pátio, foi criada pela direção de Comunicação Social da UniverCidade e conta com a colaboração das professoras Elza Gimenez e Vitória Elizabete Rangel dos Santos. A idéia é proporcionar aos estudantes uma simulação do cotidiano de uma rádio de verdade. O projeto teve até hoje 12 programas, com no mínimo cinco e no máximo seis minutos de duração. O conteúdo é composto de matérias e notícias atemporais feitas por alunos do primeiro ao último período do curso de Jornalismo. “Nós contamos com a dedicação dos universitários, são eles que vão tornar esse projeto um sucesso. Além de ser uma experiência excelente, também servirá como estágio”, afirma Elza Gimenez, coordenadora da Rádio.

A professora Vitória Rangel foi convidada para cuidar da parte de edição e pauta da rádio. Ela diz que o projeto é resultado de anos de experiência como jornalista de rádio. “A radio está pronta para decolar, o que precisa agora é a colaboração dos alunos. É uma oportunidade única que a faculdade está oferecendo. Aqui, ele terá uma vivência que só teria lá fora”, disse Vitória, e acrescenta, “Não conheço nenhuma faculdade que está realizando um projeto desse tipo, que proporciona a prática da profissão, saindo um pouco da teoria para praticar o dia a dia do profissional de radiojornalismo e sair da faculdade apto para encarar o mercado de trabalho”.
Mas ao contrário do que todos pensam a Rádio não conta somente com belas vozes, e sim com gente que tenha criatividade e improviso na hora de ir ao ar. “A Rádio Pátio precisa de pessoas com uma boa voz e pessoas para produzir boas matéria e entrevistas”, afirma Vitória.

O projeto ainda conta com a colaboração de um marco do jornalismo. Jorge Guilherme Fontes é o idealizador do formato on news (noticias 24hs) usado pela CBN, e irá “emprestar” o formato para que a radio seja exibida por todos os campos da UniverCidade e futuramente na internet. “A idéia é que o campus de Ipanema funcione como cabeça de rede para transmitir os programas produzidos pelos alunos de todas as UniverCidades. Para isso, contamos com a ajuda do Jorge Fontes que foi o pai da CBN”.
Na Rádio Pátio, pelo o que parece, é o aluno que faz acontecer. Quando a diretora Ana Lagoa desenhou o projeto, a proposta era a de proporcionar novas oportunidades aos estudantes de jornalismo. A idéia é criar e fazer com que todas as mídias funcionem juntas, TV, Rádio, Web e Impresso, transformando a UniverCidade em uma faculdade de vanguarda.

O Aluno do sétimo período de jornalismo Luiz Antonio Sampaio sabe pouco do projeto, mas acha que é uma excelente oportunidade. “Infelizmente não vejo muita divulgação desse projeto, mas pelo que sei o projeto é muito promissor e vai ajudar principalmente os alunos que estão tendo dificuldade de conseguir um estágio”. Para Fábio Motta, formado em administração e aos 50 anos estudante de jornalismo, a faculdade está à frente do seu tempo. “Na época que eu fiz administração as faculdades só davam teoria, o que é bom, mas às vezes é muito maçante, é importante para o aluno saber como é o dia a dia de um profissional de sua área”.
O recado está dado. Quem estiver interessado em participar da Rádio Pátio, pode procurar as professoras Elza Gimenez e Vitória Rangel e se inscrever para os testes.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Por trás do click

Rodrigo Abreu

Quem vê um rapaz, de pouco mais de trinta anos, alto, magro de cabelos alourados e compridos, no melhor corte estilo Steven Seagal, não imagina que ali está um profissional com dezoito anos de pura imagem. Fotógrafo desde a adolescência, Henrique Huber, hoje coordena o setor de fotografia do jornal Folha Dirigida. Descontraído e bem humorado Huber falou sobre diversos pontos importantes da fotografia, do seu modo de pensar e agir como fotógrafo.
Entrando na maioridade profissional, ao longo de seus 18 anos de experiência ele já passou por tudo. De tiroteios a entrevistas com presidenciáveis, Huber destaca o que julga ser um dos primórdios do profissional da comunicação. “Normalmente o mal colega, o antiético, é posto de lado pelos próprios companheiros. “, afirma ele, explicando que o exclusivo, o flagrante, não pode acabar com a camaradagem entre os profissionais. “Se eu estiver em um lugar, com vários colegas de imprensa procurando alguma personalidade, e eu por algum motivo achar ela antes de todos, faço a minha foto, garanto o meu e aviso os outros. Muitos não avisariam.”
Ele vive no Rio de Janeiro desde a infância Huber classifica a violência carioca como uma guerra. Para ele, não há muitas diferenças entre os profissionais que sobem os morros cariocas durante uma incursão com aqueles que estão no Iraque cobrindo os conflitos movidos por crenças e culturas. Certo dia ele estava dentro de uma Kombi parado em um engarrafamento, quando se viu na linha de tiro em um confronto entre policiais e traficantes, se protegeu e não fez as fotos, pois se ele podia ver os traficantes e os policiais, ele também poderia ser visto. “Aquele que perde o apelo pela vida ou pela integridade física, está fadado à morte”, dispara ele que tem certeza que nenhuma foto vale a vida do profissional, por mais que se queira a melhor foto sempre, é necessário saber até onde se pode ir.
Dezoito anos de profissão fizeram ele entender que por uma foto única ele abriria mão dos momentos de descanso e lazer, momentos estes, super importantes se levarmos em consideração que ele trabalha, normalmente, doze horas diárias.


quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Perdendo a sua essência

Bernardo Botelho

O celular, quando criado, tinha como função exclusiva permitir que seu possuidor se comunicasse com outras pessoas, fazendo o mesmo papel do telefone residencial. No entanto, os anos foram passando e o celular foi evoluindo de forma assustadora. Com os novos recursos que o telefone móvel oferece, pessoas de todos os tipos são atraídas; crianças, jovens, adultos, idosos...
Todos aderem ao celular e, além do fato de as principais operadoras oferecerem planos facilitando a comercialização do aparelho, que antes era muito caro e não era acessível às classes mais baixas, outro fator muito importante para o desejo por um celular é a customização, pois hoje o celular tem ofertas que atendem às mais variadas demandas dos mais variados públicos. São recursos como toques polifônicos; a possibilidade de tirar fotos e gravar vídeos; o uso da internet; os mais variados jogos, dos mais primitivos aos jogos em 3D; ouvir músicas e sintonizar na sua rádio preferida.
Andressa Moraes, 16 anos, estudante do Colégio Santa Rosa simplifica bem as valências do celular na hora da escolha pelo aparelho. “Quando compro um celular, compro principalmente pelo seu estilo, e geralmente escolho a cor também; além disso prefiro um celular lançado recentemente no mercado, que tenha mp3, câmera, internet e outras várias funções que hoje em dia um celular é capaz de ter!”. A essência principal do celular mudou, a briga entre as operadoras agora consiste em ser qual a que oferece mais recursos; falar ao telefone móvel virou um item secundário.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O Grande Notável


Andrea Kelly

O garoto nascido em 1928 no bairro carioca do Grajaú, que começou a vida vendendo produtos de limpeza de porta em porta para ganhar uns trocados, e aos 21 anos já era o maior diretor do cinema brasileiro, afirma que esperou oitenta anos para realizar seu grande sonho. Para quem conhece Carlos Manga, não há nada de estranho nesta declaração. Segundo Ulysses Cruz, diretor da novela Eterna Magia, “Os 25 filmes, os 2500 comerciais e as incontáveis novelas não foram suficientes para sossegar a alma do menino travesso”. Manga se refere à nova mini-série da TV Globo, prevista para entrar no ar em janeiro 2009, sobre a vida de sua grande amiga Carmem Miranda.
Os grandes olhos azuis enchem de orgulho quando lembra da noite em que fazendo massagem nos pés da “Pequena Notável” ela pediu que ele, Manga, contasse a vida dela em película. Esse episódio aconteceu há cinqüenta anos. De lá pra cá muitos tentaram mostrar a vida de Carmem Miranda, que até hoje permanece inédita. Manga sabe o porquê: “Ela decidiu assim. Foi a mim que ela incumbiu. Mais que um pedido eu tenho uma dívida”.
E foi essa dívida que o fez lutar para que a TV Globo comprasse os direitos autorais da vida de Carmem. Uma luta que durou mais de dois anos. Porém, como ele mesmo diz, “A luta ainda não terminou, aliás, é agora que ela começa. Estou terminando a novela Eterna Magia e emendarei na pré-produção da mini-série. Será que a direção da TV Globo vai topar mesmo o que eu quero?”.
Atrás desta pergunta está a reposta antecipada que a dúvida é mais uma mola que o propulsiona. E como recado final ele garante: “Este é meu desafio dos oitenta anos. Vc sabe, né? Eu faço oitenta anos no próximo 06 dia janeiro.” No ar Manga faz questão de deixar bem claro que não será por falta de desafio que ele chegará aos noventa.

Fundação Mudes realiza sétima edição do curso de jornalismo esportivo


Domingos da Cunha

Em ano de PAN-AMERICANO e de grandes outros acontecimentos no esporte brasileiro a Fundação Mudes iniciou em agosto pelo sétimo ano consecutivo o curso de jornalismo esportivo. O programa é voltado para estudantes de jornalismo e profissionais da área e conta com a coordenação de Paulo Julio Clement, profissional do Jornal do Brasil. A programação é dividida em dois turnos, manhã e noite, e acontece em sua sede na rua México.

O objetivo do curso é capacitar os participantes nas atividades do jornalismo esportivo. Desenvolver conhecimentos com foco no jornalismo esportivo impresso, rádio e televisão utilizando contato com o âmbito profissional para enriquecer a experiência.

O principais disciplinas do curso são assessoria de imprensa, jornalismo digital, jornalismo fotográfico e esportes olímpicos. E participam como docentes alguns nomes conhecidos do jornalismo esportivo tais como: Rogério Daflon, repórter do jornal O Globo, Lédio Carmona, Comentarista do Sportv, Alexandre Baçallo Colunista do site Yahoo, Rafael Marques repórter da Rádio Globo, Carlos Eduardo Éboni produtor e apresentador do CBN Esportes, Ricardo Gonzalez Coordenador de Imprensa do PAN 2007 entre outros.

O coordenador do curso fala entusiasmado do seu projeto em parceria com a fundação: "Quem estiver participando dessa edição vai adquirir um conhecimento muito importante, e o melhor de tudo é que o curso acontece de forma muito interativa com o que realmente é o mercado, proporcionando aos alunos o contato com o dia-a-dia dos estúdios de radio, tv internet e com atividades in loco".

Quem quiser saber mais sobre o curso poderá entrar em contato com a Fundação Mudes em seu site na internet:
http://www.mudes.org.br/

‘SimplesCidade’ na Internet

Por Ramon Mello

A empresa holandesa Philips criou o blog ‘SimplesCidade’ que oferece serviços diversos para simplificar a vida das pessoas, facilitando, ‘desburocratizando’ e ajudando a encontrar informações úteis no dia-a-dia.

No ar desde do dia 02 de janeiro deste ano, o blog tem o objetivo é associar a tecnologia Philips à simplicidade da vida urbana: a ‘simples cidade’. Seguindo a missão da empresa em criar produtos de alta tecnologia e ao mesmo tempo adaptá-los ao dia-a-dia de um consumidor comum.

Apesar do pouco tempo de criação o espaço já uma referência na rede.

“Temos cerca de 30 comentários por dia e uma média de 70.000 page views.Conseguimos esse movimento sem divulgação ou propaganda, apenas com a otimização do conteúdo nos buscadores.”, comemora Adriana Lessa, editora do blog.

Por enquanto, o blog traz informações apenas do Rio de Janeiro e São Paulo, aonde é possível encontrar temas de saúde, informações metereológicas, condições de estradas e aeroportos e ainda oferece dicas sobre como tirar documentos mais rapidamente.

Além do blog ‘SimplesCidade’ há outros blogs que oferecem serviço semelhante, entre eles destaca-se o blog ‘Tá Difícil’. Ambos estão ‘linkados’ como referência, o que garante isenção e credibilidade para o espaço corporativo da Philips.

Estudantes encaram dificuldade no mercado de trabalho

Amanda Farias
Todos os estudantes à procura do seu primeiro estágio estão encontrando dificuldades no mercado de trabalho. Na área de comunicação social também não é diferente. Apesar de enquadrar diversos veículos de determinadas áreas, a dificuldade sempre surge quando se trata de oportunidades. É por isso que, há quatro décadas, instituições filantrópicas, como o CIEE e a Fundação Mudes, vêm ajudando estudantes e orientando-os na busca de seu primeiro emprego.

Essas instituições possuem uma importante história de dedicação à juventude. Elas têm a função de contribuir para a integração do jovem na sociedade através de atividades de assistências sociais, voltadas para a integração no mercado de trabalho de diversas áreas. Com essa oportunidade eles auxiliam os estudantes a colocarem na prática tudo que se foi aprendido na teoria. São coisas que nem sempre a faculdade de comunicação pode proporcionar.

A estudante de jornalismo do sétimo período, Rafaela Coutinho, está no seu segundo estágio. Ela foi orientada pelo CIEE. “Foi muito difícil arranjar meu primeiro estágio. Mesmo inscrita em todos os programas de orientação, meu perfil nunca se encaixava. Um dia liguei para o CIEE e por sorte tinha uma vaga me esperando. Entrei em contato com a faculdade e estou a um ano trabalhando”. Conta a estudante que tenta conciliar ao máximo com o fim da faculdade.
Com a valiosa contribuição de empresas que trabalham parceiras ao CIEE e a Fundação Mudes, essas instituições acabam se tornando referência para o jovem, estimulando-os ao exercício de seu papel como profissional no novo mundo do trabalho.